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Em sete anos, fotógrafo de casamento já conquistou mais de 20 prêmios e lidera ranking no RJ.

Os tradicionais cliques do casamento são apenas uma parte do trabalho do fotógrafo Marcell Compan, de 36 anos. Morador de Mesquita, na Baixada Fluminense, ele entrou no mundo da fotografia há sete anos, mas já conquistou 17 prêmios. Como publicado sábado na coluna “Extra Vip”, de Alberto Aquino, ele foi indicado, em 2015, como fotógrafo revelação no festival Lente de Ouro, o Oscar da fotografia de casamento. Na associação internacional My Wedding, lidera o ranking de fotógrafos do Rio de Janeiro.

Músico, Marcell conta que começou a fotografar meio que por brincadeira:

— Sempre fui guitarrista, vim do meio gospel. Mas teve uma época em que a música me deu uma abandonada. Um amigo me aconselhou a fazer outra coisa que fosse atrelada à arte. Deu várias sugestões, mas quando ele falou fotografia, foi como flecha.

Marcell fez um curso na área e começou a trabalhar. O fotógrafo lembra que o primeiro evento foi um aniversário infantil, mas, depois, entrou para o ramo dos casamentos e não saiu mais.

— O cara me contratou por R$ 400. Fiz a festa e ainda entreguei o álbum. Lembro que o lucro foi de R$ 50, mas fiquei feliz. Depois, tudo foi correndo para esse mercado do casamento — lembra.

E é nessa área que Marcell tem se destacado. Principalmente pelo que considera seu diferencial: eternizar momentos.

— Eu pego a emoção. Não é só fotografar pessoas, mas narrar os momentos. Costumo dizer que sou fotógrafo de casamentos, de família, de gente feliz.

Uma das estratégias para capturar momentos únicos entre os casais e os familiares da cerimônia é lançar mão do bordão “Não olha pra mim”, marca registrada do fotógrafo.

— Ele nasceu porque, na hora desses momentos sociais, é como se o fotografado estivesse cumprindo uma obrigação, posando com os parentes perto da mesa do bolo e olhando para o fotógrafo. Por isso, lancei esse estilo e virou a identidade do meu trabalho. Sugiro, por exemplo, que um pai repare na filha vestida de noiva. Faço com que as pessoas se olhem — explica.

Segundo o fotógrafo, a técnica tira a tensão que existe em fotos oficiais de cerimônias como as de casamento:

— É um estilo que tenta trazer a real emoção. As pessoas deixam de olhar para a minha câmera, se olham e elas acabam se abraçando, rindo, chorando. Sou mais um psicólogo do que um fotógrafo.

Marcell tem registros inusitados do grande dia dos noivos. Certa vez, um noivo passou mal ao ver a futura mulher na hora da cerimônia. Marcell acompanhou a família até a emergência, e, lá, registrou todos os momentos. Em outra, a noiva escorregou numa pedra na hora que ia saltar nos braços do noivo durante um ensaio em Itacoatiara. Ele fez o momento do tombo e ganhou prêmio com as imagens.